Uma associação constante e pessoal – Parte 8

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Concentrando-se em um pequeno grupo

Jesus tinha de dedicar-se primariamente à tarefa de desenvolver alguns homens, que, por sua vez, pudessem dedicar o mesmo tipo de atenção a outros.

“Edificarei a minha igreja, e as portas do inferno
não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18)

Hoje estamos acompanhando os pensamentos de Robert Coleman sobre a estratégia de Jesus ao treinar os seus discípulos. Continuando no segundo capítulo: Associação.

A Igreja como comunhão contínua

Cada membro da comunidade da fé tinha um papel a desempenhar nesse ministério. Mas isso eles só podiam fazer na medida em que eles mesmos estivessem treinados e inspirados. Enquanto Jesus esteve com eles na carne, sempre foi o Líder; porém, depois da Sua partida, seria necessário que os membros treinados da Igreja assumissem a liderança. Isso, por sua vez, significava novamente que Jesus foi forçado a treiná-los para essa tarefa, e que isso envolvia a sua associação constante e pessoal com alguns poucos homens selecionados.

Nosso problema

Quando é que a Igreja aprenderá essa lição? A pregação às multidões, embora necessária, jamais será suficiente para a obra da preparação de líderes para o evangelismo. Por semelhante modo, os cultos de oração e as aulas de treinamento para obreiros evangélicos jamais conseguiram cumprir essa tarefa.
E isso porque edificar a uma pessoa na fé não é tarefa fácil. Requer atenções pessoais constantes, tais como aquelas que um pai dá aos seus próprios filhos. Ora, isso é algo que nenhuma organização ou sala de aula poderá conseguir. Os filhos não podem ser criados por procuração. O exemplo deixado por Jesus deveria ensinar-nos que essa tarefa só pode ser realizada por indivíduos que permaneçam ao lado daqueles a quem buscam liderar.

Estamos fracassando?

Não há que duvidar que a Igreja tem fracassado nesse ponto, e fracassado tragicamente. Nas Igrejas, muito se fala sobre o evangelismo e a necessidade de disciplina cristã; mas pouco interesse se mostra pela associação pessoal, quando é evidente que esse trabalho de evangelismo envolve o sacrifício da indulgência e da liberdade pessoais do líder evangélico.

O princípio aplicado hoje em dia

Uma igreja local, precisa ter como base a preocupação de ser guardiã pessoal daqueles que forem confiados aos seus cuidados. Agir de outra forma equivale, literalmente, a abandonar os novos crentes ao inimigo.

Isso significa que é mister que se descubra algum sistema, mediante o qual, cada convertido tenha um amigo crente a seguir, até o tempo em que, por sua vez, possa guiar a outrem. O conselheiro deve permanecer junto ao novo convertido tanto quanto lhe for possível…

Se uma igreja local não dispõe de conselheiros que se disponham a realizar esse serviço, então deve começar a treinar homens e mulheres crentes para esse mister.

E a única maneira de treiná-los é dar-lhes UM LÍDER para seguirem.

(Extraído do Livro Plano Mestre de Evangelismo, de Robert Coleman, Ed. Mundo Cristão)

Uma associação constante e pessoal – Parte 8

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